De volta aos vícios, projetos inacabados e "férias"
- Mieko
- 24 de abr. de 2017
- 4 min de leitura
Eu aqui de novo, depois de um século sem aparecer, nem dar notícia, nem ter uma vírgula de consideração por todos os que acompanham ou deixaram de acompanhar todos os meus trabalhos que envolvem postagens na rede. Me desculpem desde já.
Comos todos vocês sabem (esse "comos" foi demais...), eu dei início a este site no início do ano; eu estava mega animada pra terminar tudo, comecei postagens sobre "O Diário Mais Legal do Mundo", comecei a meditar, parei de roer minhas unhas, emagreci, 'entrei pra faculdade com o ENEM', e todas essas realizações de vida mais ou menos dramáticas. Sendo QUE... Esperando eu que o sistema de seleção fosse o mesmo de 2010, imaginei ser possível escolher em qual período eu poderia dar início ao curso e, pelo desenrolar do texto, já deu pra perceber que não foi bem assim... No mais, tudo começou a dar errado por aí.
Meus planos incluíam manter uma rotina de atualizações constantes até o mês presente (julho), ao passo que eu procurava um apartamento em outra cidade, me preparava pra faculdade e aproveitava as minhas tão sonhadas "férias de 6 meses".
Sinceramente, nunca pensei em começar meu curso (por mais que eu mate e morra de amores pela Biologia) logo depois (imediatamente depois) que eu concluísse o ensino médio. Tudo pelo simples fato de que eu não tenho cuidado de minha saúde e de minha mente apropriadamente desde o início de 2013, quando entrei pra turma avançada da escola, no primeiro ano do segundo grau.
Depois que eu percebi o buraco onde eu tinha me metido (tendo que estudar pro ENEM, dar conta de todas as aulas de 7 da manhã até as 6 da noite e - aí é que estava a cratera - estudar e passar em cada uma das 6/7 provas que eu tinha que fazer toda sexta-feira) é que vi para onde o barquinho das aprovações de meu colégio estava indo. Não digo isso porque "ah, eu sou preguiçosa o suficiente pra não conseguir lidar com os estudos" ou "mas se os orientais praticamente moram na escola e eu sou tão fã assim deles, eu me vejo na obrigação de aguentar"... NÃO! Definitivamente não! O problema não era a quantidade de coisas a fazer em si (era isso também, mas [continua lendo]), eram os métodos que não eram nada eficazes.
Sumarizando, pra não estender isso por horas de papo sem sentido, alguém com probleminha na cabeça, que provavelmente estudou numa época em que (por exemplo) Geografia era sinônimo de decorar os nomes de todos os estados e capitais do Brasil e escrever em um papel que chamavam de "prova", teve a brilhante ideia de "imprensar" todo o conteúdo de 3 anos em apenas 2, para que o último "servisse como revisão de todo o assunto do segundo grau" (quando qualquer idiota percebe que isso é teórica e praticamente IMPOSSÍVEL se você pensa em fazer as coisas direito).
Tal sistema, que ainda hoje, nesse mesmo colégio, trata os alunos como máquinas de trabalhar, fez com que, ao menos por 3 anos, nos acostumássemos a) a dar prioridade a algumas coisas e fazer o restante de qualquer jeito - já que tínhamos que fazer - ou b) enlouquecer completamente - a ponto da criaturinha aqui ter que perder uma semana de aula e provas bimestrais porque tinha quase que literalmente parado de dormir pra estudar - tentando dar conta de um volume de conteúdo que nem 3 cérebros de uma mesma pessoa seriam capazes de resolver em tempo hábil. Acabou que (e peço perdão, pois detesto esses clichês linguísticos), como "costume de casa vai à praça", essa 'maniazinha' de ficar protelando com certos assuntos foi lindamente (vulgo catastroficamente) introduzida na minha rotina de estudos da faculdade - o que culminou na primeira final que eu fiz na vida, mas isso é uma outra história...
Mieko Hamada
Julho de 2016
Atualização: 2017, Abril, 24.
Re-lendo isso tudo acho que posso dizer que minha vida não mudou muito de julho de 2016 pra cá. Ou melhor dizendo... Mudou até demais. E claro, nada foi do jeito que eu esperava ou gostaria. Continuo sofrendo lindamente com meus problemas de interação social inibida e com o maldito e constante pensamento de que sempre atrapalho as pessoas.
O exemplo mais trivial disso é quando sempre tem alguém para me interpretar mal quando digo que seres humanos e qualquer outra forma de vida têm direitos iguais de viver (por mais que em alguns pontos até eu fuja dessa ideia, em coisas que comumente acontecem no cotidiano). Outro exemplo é aquela sensação interminável de que as pessoas sempre estão me usando para alguma coisa, sobretudo quando precisam de um trabalho pronto pra o dia tal e não estão nem um pouco interessadas em trabalharem nele, coincidentemente me colocando no mesmo grupo que elas, "para que eu não fique só".
No mais, muitas pessoas que eu conheço não andam bem de saúde (talvez nem eu esteja tão bem, afinal...), muitas outras se afastaram porque simplesmente não veem mais em mim aquela figura idealizada de uma pessoa interessante que sempre tem algo a acrescentar ao momento - na realidade, não vejo como alguém possa ter visto isso algum dia, mas aconteceu - e por último, sim, continuo com tantos projetos atrasados quanto antes.
Apesar do de sempre (ou de tudo o que você acabou de ler), eu realmente penso em dar um sentido a mais para a minha vida nos meses que restam desse mais um ano do Galo de Fogo, e, claro, mesmo sabendo que ninguém provavelmente irá ler isto, continuarei a colocar minhas ideias estúpidas, chateadas e esperançosas por aqui.
Esperem por mais.
Mieko Hamada
2017/04/24
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